15 setembro 2014

35. A GRANDEZA DO MAR

Autor desconhecido


Você sabe por que o mar é tão grande?
Tão imenso?
Tão poderoso?

É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro; centímetros acima de todos os rios, não seria mar, mas sim uma ilha. Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.

A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.

Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber morrer.

Se você aprender a perder, a cair, a errar, ninguém mais lhe controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder.
E isto você já sabe.

Feliz quem já consegue receber  com a mesma naturalidade o ganho e a perda...
o acerto e o erro...
o triunfo e a queda....
a vida e a morte.

ATIVIDADE.
1) Do texto apresentado destacar e comentar palavras e frases significativas
2) Pesquisar outros textos que descrevem alguma mensagem utilizando a figura do mar
3) Criar um texto no qual, com criatividade, você descreve um diálogo entre o mar e os rios. Ler o próprio texto para os demais colegas.





30 agosto 2014

34. O POTE RACHADO



Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.
Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.
Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço:
- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê? De que você está envergonhado? Perguntou o homem.
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo.
Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

Disse o homem ao pote:
- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. Lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava.
Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser do jeito que é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa.

Cada um de nós tem seus próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, podemos usar estes nossos defeitos para embelezar o caminho por onde passarmos. Na vida nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.

ATIVIDADE:
1) Reescrever esta mensagem com ilustrações (desenhos ou figuras)
2) Comentar as atitudes e palavras do carregador de água e dos dois potes

28 julho 2014

32. O MARCENEIRO E AS FERRAMENTAS


Contam que em uma marcenaria houve uma estranha assembléia.
Foi uma reunião, onde as ferramentas
juntaram-se para acertar suas diferenças.

Um martelo estava exercendo a presidência, mas os
participantes lhe notificaram que teria que renunciar.
A causa?
Fazia demasiado barulho e além do mais passava todo tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que
também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava
muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque o parafuso concordou,
mas por sua vez pediu a expulsão da lixa.
Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais,
entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição de que
se expulsasse o metro, que sempre media os outros
segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.

Nesse momento entrou o marceneiro,
juntou todos e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.

Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém,
a assembléia reativou a discussão.

Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos,
mas o marceneiro trabalha com nossas
qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos.

Assim, não pensemos em nossos pontos
fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes.

Então a assembleia entendeu que o martelo era forte,
o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e
afinar asperezas e o metro era preciso e exato.

Sentiram-se então como uma equipe capaz de
produzir móveis de qualidade e uma grande alegria tomou conta de
todos pela oportunidade de trabalhar juntos.

O mesmo ocorre com os seres humanos.
Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra,
a situação torna-se tensa e negativa.

Ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes
dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.
Mas encontrar qualidades...
Isto é para os sábios!!!

ATIVIDADE
1) Ler o texto e conversar sobre o que mais chamou sua atenção
2) Dialogar sobre atitudes das ferramentas
3) Dialogar sobre o signficado da ação do marceneiro relatada no texto
4) Reescrever o texto destacando uma construção em que todas as ferramentas participam com suas qualidades