20 setembro 2014

36. A CASA DOS MIL ESPELHOS


Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos mil espelhos.

Um pequeno e feliz gatinho soube deste lugar e decidiu visitar.
Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa.
Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a sua cauda ereta.

Para sua grande surpresa, deparou-se com outros mil pequenos e felizes gatinhos, todos com suas caudas eretas.
Abriu um enorme sorriso e foi correspondido com mil enormes sorrisos.
Quando saiu da casa, pensou:
- Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes.

Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno gatinho rabujento, decidiu visitar a casa.
Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta.
Quando viu mil olhares de raiva de gatos que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver mil gatos rosnando e mostrando os dentes para ele.
Quando saiu, ele pensou:
- Que lugar horrível, nunca mais voltarei aqui.

Para refletir é:
1. Os rostos do mundo são espelhos.
2. Que reflexos vemos nos rostos que encontramos?
3. Ler o texto e dialogar sobre a mensagem da música de Milton Nascimento - ESPELHO-DE-NÓS
4. Outros destaques do texto da mensagem e da música.
5. Poderíamos construir mais estrofes na música Espelho de nós?
6. Com criatividade comunique e ilustre esta mensagem.
7. Criar uma coreografia inédita para juntos em grupo apresentar a canção Espelho de nós.

Espelho de nós


Quem vem de lá, o que nos traz?
Quem vem de lá, que gente é?
Quem vem de lá, vem é de paz?
Quem vem de lá sabe o que quer?

Traz a farinha
Traz é o peixe
Traz é o pão
Que quer dividir

É gente nossa
homem, mulher
espelho de nós
mistérios da fé

Quem vem assim vestido de céu?
Quem vem assim filho de Deus?
Luz na manhã, cor no papel
Flor no jardim, fruta no mel

Traz na viagem
sonho, esperança
pra alimentar
quem quer resistir

É gente amiga
homem, mulher
estrela, farol
na noite do mar

Sei que enquanto amar
a vida me valerá
gostar pra mim é o ar
que busco na atmosfera
É o princípio e é o fim
Eu quero tocar, eu quero saber
qual a mais bela verdade que há

Quem vem de lá, que mares cruzou?
Quem vem de lá, que povo é?
Quem vem de lá, o que nos traz?
Quem vem de lá sabe o que quer?

Traz a farinha
Traz é o peixe
Traz é o pão
que quer dividir


É gente nossa
homem, mulher
espelho de nós
mistérios da fé

Traz na viagem
sonho, esperança
pra alimentar
quem quer resistir

É gente amiga
homem, mulher
estrela, farol
na noite do mar

Lá, lá, lá...

Quem vem assim vestido de céu?
Quem vem assim filho de Deus?
Luz na manhã, cor no papel
Flor no jardim, fruta no mel


Lá, lá, lá...

15 setembro 2014

35. A GRANDEZA DO MAR

Autor desconhecido


Você sabe por que o mar é tão grande?
Tão imenso?
Tão poderoso?

É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro; centímetros acima de todos os rios, não seria mar, mas sim uma ilha. Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.

A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.

Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber morrer.

Se você aprender a perder, a cair, a errar, ninguém mais lhe controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder.
E isto você já sabe.

Feliz quem já consegue receber  com a mesma naturalidade o ganho e a perda...
o acerto e o erro...
o triunfo e a queda....
a vida e a morte.

ATIVIDADE.
1) Do texto apresentado destacar e comentar palavras e frases significativas
2) Pesquisar outros textos que descrevem alguma mensagem utilizando a figura do mar
3) Criar um texto no qual, com criatividade, você descreve um diálogo entre o mar e os rios. Ler o próprio texto para os demais colegas.





30 agosto 2014

34. O POTE RACHADO



Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.
Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.
Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço:
- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê? De que você está envergonhado? Perguntou o homem.
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo.
Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

Disse o homem ao pote:
- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. Lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava.
Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser do jeito que é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa.

Cada um de nós tem seus próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, podemos usar estes nossos defeitos para embelezar o caminho por onde passarmos. Na vida nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.

ATIVIDADE:
1) Reescrever esta mensagem com ilustrações (desenhos ou figuras)
2) Comentar as atitudes e palavras do carregador de água e dos dois potes