19 agosto 2019

76. EU E OS OUTROS

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Seu NASCIMENTO foi através de Outros;
Seus primeiros BANHOS foram dados por Outros;
Seu NOME foi dado por Outros;
Você foi EDUCADO por Outros;

A sua RENDA, ainda que indiretamente, vem por meio de Outros;
Se você quer se DIVERTIR, ou faz uma viagem, vai a um show, cinema, teatro, restaurante, estádio, são os Outros que te servirão;
Quando você ADOECE é cuidado por Outros;

RESPEITO a si é dado por Outros;
Seu ÚLTIMO BANHO será dado por Outros;
O seu FUNERAL será realizado por Outros;
E os seus PERTENCES e PROPRIEDADES serão herdados por Outros.

Então, por que deixamos o EGO, o TEMPO, a CARREIRA, o DINHEIRO e CRENÇAS nos levarem a menosprezar o valor dos OUTROS?
Está na hora de nos tornarmos mais amorosos, mais humildes e vivermos pacificamente com os OUTROS;
porque nesta vida, precisamos uns dos outros o tempo todo.
Tenhamos gratidão para com o próximo!
Cada um de nós é O OUTRO DO OUTRO.
Lembre-se: em tudo, eu e você precisamos UM DO OUTRO.


ATIVIDADE:
1. Conversar sobre as formas de tratamento percebidas entre as pessoas...
2. Alguém pode dizer o que os outros fazem e com isto  me sinto bem?... O que os outros fazem e isto me incomoda?...

3) Comentar a seguinte frase: "A maioria das pessoas fala e faz coisas sem consciência de como isso pode estar atingindo aos outros. Não por egocentrismo, mas porque vivemos num mundo em que cada um tem que cuidar de si mesmo, nossa sociedade impõe essa forma de sobrevivência". (Léa Waide) - concordo, por que? discordo, por que?

4) Escrever numa folha palavras que refletem harmonia no tratamento entre as pessoas. Em seguida pedir para cada qual mostrar para os colegas o que escreveu.
5) Através de figuras, imagens ou palavras representar o RESPEITO a si mesmo, ao outro e ao ambiente...

6) Dialogar sobre as seguintes palavras: TOLERÂNCIA, DIFERENÇAS, RESPEITO A TODAS AS FORMAS DE VIDA, CUIDADO PARA CONSIGO MESMO, CUIDADO PARA COM O OUTRO, CUIDADO PARA COM O AMBIENTE...
7) Pesquisar e dialogar sobre o significado da palavra CUIDADO...

04 agosto 2019

75. CONVERSA SOBRE VOCAÇÃO - a partir da dinâmica da ovelha e do pastor



Em nossas vidas somos conduzidos e ajudamos a conduzir.
Esta dinâmica visa ajudar a tomar consciência da nossa vocação.
Na dinâmica da vida não existe atitude neutra. As pessoas doam algo de si e recebem algo de outras pessoas. Nós interferimos positiva ou negativamente na vida dos outros.

Primeiro passo:
- Convidar os participantes a formar duplas, ficando um ao lado do outro.
- A dupla define quem deles será a ovelha e quem será o pastor:
- A ovelha fecha os seus olhos e se deixa conduzir pelo pastor.
- O pastor – olhos abertos – toma a ovelha pelas mãos, ombro… e a conduz.

- Enquanto isso, estar atento aos sentimentos que experimenta:
- Como ovelha: enquanto é conduzida – o que sente? (medo, confiança…).
- Como pastor: enquanto conduz - o que sente? (responsabilidade, medo…)

Segundo passo:
- As duplas (pastor e ovelha) vão caminhando por diversos caminhos. Deixar um tempo.
- Depois, o assessor convida a mudar:
- Quem era a ovelha se torna agora pastor;
- Quem era pastor se torna agora ovelha.
- E a dinâmica continua. Deixar um tempo.

Terceiro passo: Partilha
- Dar um sinal de parada e as duplas voltam à sala, partilhando a experiência feita.
- Favorecer um pequeno plenário:
- Como foi a experiência? O que sentiram como ovelha e como pastor?
- Na vida diária, quem nos conduz? Onde devemos nos deixar conduzir mais?
- O que esta dinâmica tem a ver com a nossa vida?
- Dialogar sobre VOCAÇÃO – chamado e resposta...
- Vocação é um projeto pessoal ou um projeto conduzido por alguém?...
- Outras perguntas que possam ser oportunas....


29 junho 2019

74. A VERDADEIRA SABEDORIA


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Certa vez, um jovem fez uma visita a um grande sábio para lhe perguntar como se deveria viver para adquirir a sabedoria.

Ao invés de responder, o velho sábio lhe propôs um desafio:
– Pegue uma colher, encha-a de azeite e ande por cada canto do bairro de sua cidade, mas sem deixar cair nenhuma gota.

E o jovem saiu com a colher na mão, andando cuidadosamente, com toda a sua atenção na colher, segurando-a firmemente. Ao concluir o desafio, ele voltou ao sábio, muito orgulhoso de si e mostrou-lhe a colher. Imediatamente o sábio perguntou:
– Você conseguiu ver as lindas árvores que havia pelo caminho? Sentiu o cheiro das flores do jardim pelas quais passou? Prestou atenção ao canto dos pássaros?
Confuso por não entender o motivo daquelas perguntas, o jovem negou todas elas.

Então o ancião lhe disse:
– Se você viver apenas para concluir os desafios e tarefas da vida, sem desfrutar das coisas boas que este mundo oferece, nunca encontrará sabedoria na vida, nunca será sábio de verdade.
Em seguida, o sábio propôs que o jovem repetisse o desafio, mas, desta vez, contemplando tudo que houvesse pelo caminho. E novamente, o moço vai com a colher na mão, mas desta vez admirando e se maravilhando com as coisas que via. Com isso, acabou se esquecendo da colher e seguia observando as árvores, sentindo o aroma das flores e dando ouvidos ao canto dos pássaros.
Ao retornar na casa do sábio, o mesmo perguntou-lhe se havia visto tudo. Muito empolgado, o jovem diz que sim. Por fim, o velho sábio perguntou ao jovem pela colher e só então ele percebeu que havia derramado todo o azeite pelo caminho.

Olhando sorridente para o jovem, o velho sábio disse:
– A verdadeira sabedoria na vida não pode ser alcançada assim. Você não pode viver apenas para as alegrias do mundo e não cumprir com as suas responsabilidades. Essa não é a forma de ser sábio.

A verdadeira sabedoria só pode ser alcançada quando você conseguir cumprir as suas responsabilidades sem deixar de desfrutar as alegrias da vida.
Esta é a única maneira de conhecer e adquirir a verdadeira sabedoria.

Para dialogar:
1. O que é sabedoria?
2. Destacar palavras e atitudes do sábio...
3. Destacar palavras e atitudes do jovem que procura o sábio...
4. Indicar situações concretas em que se poderia aplicar o fato relatado no texto acima...


09 junho 2019

73. DESCONECTAR PARA CONECTAR: UMA REFLEXÃO



A tecnologia nos trouxe a real possibilidade de experimentar situações que eram consideradas impossíveis ou vistas como meros produtos dos filmes e livros de ficção científica. Quem imaginaria há trinta anos que seria possível conversar com uma pessoa que mora em outro continente por vídeochamada? Ou que poderíamos encontrar qualquer informação rapidamente à distância de um clique? Celulares e tablets com toda a funcionalidade e potência que conhecemos, e que estão se tornando ferramentas básicas e banais, não eram cogitados pela grande parte das pessoas do planeta.

Olhando bem, toda essa (r)evolução tecnológica que testemunhamos aconteceu em menos de um século! Dispositivos cada vez menores e com mais potência são criados, ao passo que um novo mundo, o virtual, começa a tomar conta do nosso cotidiano.
A ironia disso tudo é que é exatamente esse mundo virtual, “irreal”, resultado da soma tecnologia e internet, que consome uma grande fatia das nossas vidas “reais”.

A verdade é que as realidades estão se mesclando e o que antes era (aparentemente) simples e unilateral, ou seja, ter uma vida baseada na presença física das relações humanas, agora caminha para uma vivência complexa, com oportunidades nebulosas.

Não quero dar o alarme do fatalismo, muito menos levantar a bandeira do saudosismo não-tecnológico. Seria até estranho vindo da pessoa que vos fala, uma viciada em internet. No entanto, é necessário refletir como a tecnologia afeta nosso comportamento para que possamos extrair o melhor dela.

Afinal de contas, a ideia inicial era essa, não era?

E vejam bem, como eu mesma me defini, sou aficcionada em internet, anseio por novas funcionalidades tecnológicas, sou assumidamente fascinada pelo turbilhão, sempre enlouquecedor, de informações que aparecem em milésimos de segundos nesse espaço infindável em sua capacidade de criar e armazenar conteúdos. Observo, gradativamente, mais pessoas entrando nessa mesma vibe, conectadas full time, sedentas por novidades, curiosas por um mundo que conhecemos tão pouco e que nos encanta tanto.

Mas até quando vamos aguentar tanta pressão? Será que não estamos indo com muita sede ao pote?
Como toda vida dupla, estar se doando em duas esferas cansa. Fatiga e sufoca a mente.
A avalanche de notícias e novidades está ajudando a criar indivíduos ansiosos e compulsivos.
Não nos permitimos sentir tédio. A necessidade de absorver informações, produzir conteúdos, faz com que nos sintamos culpados e ansiosos quando não estamos fazendo nada.

Ganhamos em conteúdo e informação generalizada, mas perdemos em foco e concentração em um assunto específico. Segundo Esteban Clua, professor do Instituto de Computação da UFF e gerente do Media Lab, laboratório da universidade para desenvolvimento de mídias digitais, a Geração Y, conectada full time, tem grande dificuldade em ler um texto longo porque estão acostumadas com os 140 caracteres do Twitter.

É claro que não há necessidade para extremismos. O caminho do meio pode ser uma boa maneira de equilibrar mundo real e virtual. Aliás, essa dica funciona para todos os aspectos de nossas vidas.

Portanto, desligar a televisão, o celular, ficar offline, ter um tempo para fazer nada, além de ajudar a nossa saúde mental, nos auxilia a olhar para nós também. O momento do ócio é uma boa ferramenta de auto-conhecimento.

Precisamos desconectar para interagirmos com quem está do nosso lado, parar criarmos laços com quem está presente.

Cabe a nós sabermos administrar tais ferramentas. Ansiedade e compulsão sempre estiveram aí, são parte do nosso sistema emocional quando algo está em desequilíbrio. A questão não são os sintomas, eles apenas nos avisam de que algo está fora do lugar.

Desligar é bom e eu sempre me lembro disso quando estou em ambientes em que a tecnologia não chega.

Vamos sim, ser conectados. Mas que busquemos saber o momento de desconectar. Sem culpas ou angústias. Equilibrar as realidades pode ser uma boa maneira de lidar com o paradigma dos tempos modernos.

Ficar offline (também) é preciso.

ATIVIDADE:
1) Indicar situações em que as tecnologias nos ajudam...
2) Indicar situações em que é preciso desconectar...
3) Escrever um texto destacando a necessidade de conectar...
4) Escrever um texto destacando a necessidade de desconectar...



28 abril 2019

72. OS DENTES DO SULTÃO



 Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio. -Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!
- Mas que insolente! - gritou o sultão. Como se atreve a dizer tal coisa?!
O sultão chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.

Ordenou, em seguida, que chamassem outro sábio, para interpretar o mesmo sonho.
O outro sábio disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!!!
O sonho indica que irá viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do sultão iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.

Quando este saía do palácio, um cortesão perguntou:
- Como é possível?
A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega e, no entanto, ele levou chicotadas e você moedas de ouro!
- Lembre-se sempre, amigo - respondeu o sábio - que tudo depende da maneira de dizer as coisas. E esse é um dos grandes desafios da humanidade! É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra.

A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença.

A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa: se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta.

Mas se a envolvemos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

ATIVIDADE:
1) Dialogar sobre a arte de comunicar e de comunicar-se com as pessoas.

2) Criar uma ilustração (imagens ou dramatização) sobre este conto árabe.
3) Dialogar sobre situações em que as pessoas aceitam ou rejeitam quando nossa intenção é de oferecer-lhe uma ajuda.

4) Reescrever este conto árabe a partir do que foi dialogado acima, no item 3.
5) A partir deste conto criar outras possibilidades de atividade.

14 janeiro 2019

71. CAMPANHA DA FRATERNIDADE


1) OBJETIVOS
a) Despertar a solidariedade nos cristãos e na sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução à luz do Evangelho.
b) Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho.
A cada ano é escolhido um TEMA, que define a realidade concreta a ser transformada, e um LEMA, que explicita em que direção se busca esta transformação.

2) CAMPANHA DA FRATERNIDADE 209
TEMA: Fraternidade e Políticas Públicas
LEMA: Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).

3) O QUE SÃO POLÍTICAS PÚBLICAS?
São AÇÕES e PROGRAMAS que são desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis” (n 14 Texto Base)
Uma intervenção em vista da solução de problemas que afligem determinada parcela da sociedade.

EXEMPLOS
Combate a fome - Merenda Escolar (PNAE)
Incentivo à agricultura familiar e urbana - Hortas comunitárias
Tratamento e reaproveitamento de resíduos sólidos - Reciclagem e eliminação de aterros
Combate a seca - Cisternas que recolhem água da chuva
Combate a violência contra a mulher - Lei Maria da Penha

DESAFIO
a) encantar a população frente a um tema tão importante.
b) “há necessidade de romper o preconceito comum de que a política é coisa suja, e conscientizar as pessoas de que ela é essencial para a transformação da sociedade” (CNBB).

4) OBJETIVO GERAL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019
Estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade.

Objetivos Específicos:
a) Conhecer as Políticas Públicas, como são formuladas, aplicadas e estabelecidas pelo Estado brasileiro.
b) Exigir ética na formulação e na concretização de Políticas Públicas.
c) Despertar a consciência e incentivar a participação de todo cidadão na construção de Políticas Públicas em âmbito nacional, estadual e municipal.
d) Propor Políticas Públicas que assegurem os direitos sociais aos mais frágeis e vulneráveis.
e) Trabalhar para que as Políticas Públicas eficazes de governo se consolidem como Políticas de Estado.
f) Promover a formação Política dos membros de nossa Igreja, especialmente dos jovens, em vista do exercício da cidadania.
g) Suscitar cristãos comprometidos na política como testemunho concreto da fé.

ATIVIDADES SUGERIDAS
1) Relacionar as Políticas Públicas desenvolvidas na sua cidade e região e destacar a atuação de cada uma delas.
2) Pesquisar o significado de Direito, de Justiça e de Ética ao longo da história.
3) Pesquisar o significado de Política e de Cidadania ao longo da história.

4) Desenvolver as atividades sugeridas pela ANEC em http://anec.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Material-CF-2019-02.pdf 

5) Tendo acesso ao Texto Base da Campanha da Fraternidade 2019, destacar itens do VER, do JULGAR e do AGIR.
6) Desenvolver ações concretas na Escola e na comunidade onde reside, referentes a temática da Campanha da Fraternidade.
7) Destacar Políticas Públicas que podem ser desenvolvidas na sua Escola e Comunidade. Como concretizá-las.

17 outubro 2018

70. TRÊS PEQUENAS ESTÓRIAS DE INSPIRAÇÃO

As pequenas histórias e estórias de inspiração me encantam, pois são fáceis de acompanhar e ler, e no final sempre têm uma moral para aprender. Sejam elas verdadeiras ou não, lendas de centenas de anos atrás ou algo real, sempre tenho algo a repensar. Confira agora 6 curtas estórias inspiradoras que te farão pensar...

1. O grupo de sapos

Um grupo de sapos estava andando pela floresta, quando dois deles caíram em um poço profundo. Quando os outros sapos viram o quão profundo era o poço, disseram aos dois sapos que não havia mais esperança para eles.

No entanto, os dois sapos ignoraram seus camaradas e tentaram saltar do poço. Mesmo assim, apesar de seus esforços, o grupo de sapos no topo do poço ainda dizia que eles deveriam simplesmente desistir, pois nunca o conseguiriam.

Eventualmente, um dos sapos prestou atenção ao que os outros estavam dizendo e desistiu. O outro sapo, entretanto, continuou a pular o mais alto que podia. Mais uma vez, o grupo de sapos gritou para ele evitar a dor da tentativa e desistir.

Ele os ignorou e saltou ainda mais e finalmente conseguiu sair. Quando ele saiu, os outros sapos disseram: "Você não nos ouviu?"
O sapo explicou-lhes que era surdo, e que achava que o estavam encorajando o tempo todo.

Moral da Estória: As palavras das pessoas podem ter um enorme efeito sobre a vida dos outros. Portanto, pense bem antes de liberar palavras da sua boca – pois pode ser a diferença entre a vida e a morte.

2. Meio quilo de manteiga

Havia um fazendeiro que vendia manteiga regularmente para um padeiro. Um dia, o padeiro decidiu pesar a manteiga para ver se ele estava recebendo o montante exato que pedia. Ele descobriu que não estava, então levou o fazendeiro ao tribunal.
O juiz perguntou ao agricultor se ele usava alguma medida para pesar a manteiga. O fazendeiro respondeu: "É verdade, sou primitivo. Não tenho uma medida adequada, mas eu tenho uma escala".

O juiz respondeu: "Então como você pesa a manteiga?"
O fazendeiro respondeu: "Meritíssimo, muito antes de o padeiro começar a comprar manteiga comigo, eu já comprava pão dele. Todos os dias, quando o padeiro traz o pão, coloco-o na balança e dou-lhe o mesmo peso na manteiga. Se alguém é culpado aqui, é o padeiro".

Moral da Estória: Na vida, você colhe aquilo que planta. Não tente enganar os outros.

3. O obstáculo no caminho

Nos tempos antigos, um rei fazia com que seus homens colocassem uma grande pedra em uma estrada. Ele então se escondia nos arbustos e observava para ver se alguém iria mover a rocha para fora do caminho. Alguns dos mais ricos comerciantes e cortesões passaram e simplesmente desviaram da pedra.
Muitas pessoas culparam o rei por não manter as estradas livres, mas nenhum deles fez nada para remover a pedra.
Um dia, um camponês vinha carregando vegetais. Ao aproximar-se da rocha, o camponês colocou seu fardo de lado e tentou remover a pedra do caminho. Depois de empurrar e esforçar-se, ele finalmente conseguiu.
Quando o camponês voltou a pegar seus legumes, ele notou uma bolsa debaixo de onde a pedra tinha sido posta. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma mensagem do rei, que explicava que o ouro era para a pessoa que havia tirado a pedra da estrada.

Moral da Estória: Todo obstáculo que encontramos é uma oportunidade para melhorar, e enquanto os preguiçosos se queixam, outros criam oportunidades, praticam gestos de generosidade e vontade de fazer algo para o bem dos outros.

ATIVIDADE:
1. Qual a diferença entre história e estória?
2. Destacar os valores identificados em cada estória...
3. Motivar para a produção de uma estória com a indicação de valores a serem desenvolvidos no grupo em que você participa.



28 setembro 2018

69. TRIOS IMPORTANTES














1. Três ATITUDES pedem nossa atenção: ANALISAR; REPROVAR; RECLAMAR.

2. Três posições devemos evitar sempre: MALDIZER; CONDENAR; DESRESPEITAR.

3. Três diretrizes nos manterão no rumo certo: AJUDAR sem distinção; ESQUECER todo mal; EXERCITAR a própria correção.

4. Três verbos, bem conjugados, são como faróis a iluminar nosso caminho: APRENDER; SERVIR; COOPERAR.

5. De três normas de conduta jamais nos arrependeremos: AUXILIAR para o bem; SILENCIAR; EMITIR PALAVRAS DE BONDADE e de incentivo.

6. Possuímos três VALORES que, depois de perdidos, jamais serão recuperados: A HORA QUE PASSA; A OPORTUNIDADE; A PALAVRA PROFERIDA.

7. Três programas se desdobram à nossa frente: AMOR FRATERNO; HUMILDADE; BOM ÂNIMO.

8. Para efetivamente crescer, devemos seguir três normas: CORRIGIR EM NÓS o que nos desagrada nos outros; AMPARARMO-NOS mutuamente; QUERENDO-NOS BEM uns aos outros.

9. E lembrar que jamais devemos culpar alguém por aquilo que nos acontece, pois NÓS SOMOS OS RESPONSÁVEIS DIRETOS por tudo (de bom ou de mau) que se construir em nosso caminho... SEMPRE!


ATIVIDADES:
1) Pesquisar e dialogar sobre o significado de ATITUDES e de VALORES.
2) Dialogar sobre cada verbo que aparece no texto.
3) Como você continuaria a escrever o texto.
4) Escolher no texto pelo menos 10 palavras significativas e ilustrar cada uma delas com uma imagem ou uma frase escrita.

5) Propor uma nova atividade a partir do que o texto sugere...

16 agosto 2018

68. A DANÇA DA VIDA



Mensagem de André Luiz (adaptação)
Mensagens funcionam como farol que nos ajuda a manter o rumo. Eis uma mensagem de otimismo sobre a importância da compaixão e um convite ao exercício da paciência e do amor fraterno. Um lembrete sobre nossa verdadeira missão neste mundo. “Embora os caminhos sejam diferentes, todos seguimos uma direção em busca da luz. Juntos formamos um imenso tecido de luz”.
Quando uma porta se fecha, outra se abre; quando um caminho termina, outro começa. Nada é estático no Universo, tudo se move sem parar e tudo se transforma sempre para melhor.
Habitue-se a pensar desta forma: perceba o que chega de bom até você. É a dança da vida, dance-a como sabedoria, sem apego ou resistência.
Não se apavore diante das doenças e outras turbulências, pois são despertadores para nos acordar. De outra forma permaneceríamos distraídos com as seduções do mundo material, esquecidos do porquê existimos neste planeta. Existimos para coisas mais importantes do que comer, dormir, pagar contas…
Todos temos uma missão neste mundo. Toda inércia é um desserviço ao Criador da Vida. Há um mundo a ser transformado. Nossa tarefa é contribuir para deixá-lo melhor do que o encontramos. Recursos para isso cada pessoa tem. É preciso exercitar-se na vontade de servir ao Criador da Vida e servir a outras pessoas.
Não diga que as pessoas são difíceis e que convivência entre seres humanos é impossível. Todos estão se esforçando para cumprir bem a missão que lhes foi confiada. Se você já anda mais firme, tenha paciência com os seus companheiros de jornada. Embora os caminhos sejam diferentes, estamos todos seguindo uma direção em busca da luz.
E sempre que a impaciência ameaçar a sua boa vontade com o caminhar de um semelhante, faça o exercício da compaixão. Assim você vai perceber que na verdade ninguém está atrapalhando o seu caminho, nem querendo lhe fazer mal, está apenas tentando ser feliz, assim como você.
Quando nos colocamos no lugar do outro, algo acontece dentro de nós: o coração se abre, a generosidade se instala em nós, cresce a compreensão e a prática da solidariedade e da fraternidade. É preciso olhar as pessoas com os olhos do coração. É preciso saber respeitar as diferenças.
Juntos formamos um imenso tecido de luz. Estamos interligados por fios invisíveis que nos conectam ao Criador da Vida e com as pessoas próximas de nós. A tristeza de uma pessoa contamina o bem-estar do seu vizinho, assim como a alegria de uma pessoa entusiasma alguém.
O exercício diário da compaixão faz de nós seres humanos de primeira classe.
ATIVIDADE:
1. Dialogar sobre a mensagem do texto destacando as palavras consideradas com VALORES.
2. Qual o significado de compaixão?
3. O que significa colocar-se no lugar do outro?
4. Indicar nomes de pessoas, próximas ou que pelo mundo, capazes da prática de colocar-se no lugar do outro.
5. O que significa olhar as pessoas com os olhos do coração?
6. Indicar possibilidades em que podemos ser farol de esperança e praticar o valor da compaixão para com outras pessoas.
...

26 julho 2018

67. A CAVERNA, O MONGE E A ESPIRITUALIDADE



Maria Clara Bingemer - teóloga, professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio e autora de “Simone Weil – Testemunha da paixão e da compaixão” (Edusc).
Para quem anda descrente da humanidade, o recente episódio do resgate de doze adolescentes tailandeses de uma caverna inundada foi uma bela surpresa.  Uma onda de solidariedade se fez presente de um ponto a outro do planeta.  
Uma corrente de desejos e sentimentos positivos apontava de todas as partes na direção da caverna onde os meninos e seu treinador estavam confinados. O heroísmo de tantos, que vieram de outros países para ajudar no salvamento, foi admirável. Em época tão conturbada como a que vivemos, trata-se de um autêntico reencontro da humanidade consigo mesma, como disse a acadêmica Rosiska Darcy de Oliveira em recente artigo. 
Os doze meninos e seu treinador permaneceram na caverna onde as fortes inundações os surpreenderam isolados por longos dias com comida escassa e em condições muito precárias. Quando foram encontrados, o mundo inteiro ficou impressionado por estarem em boas condições físicas naquela situação limite que viviam.  Mas, para além disso, chamaram mais ainda a atenção de todos pela calma e equilíbrio que demonstraram durante todo o processo de encontro, resgate e salvamento.
De um grupo de adolescentes que formavam um time de futebol seria normal esperar medo, pânico e agitação ao se perceberem confinados em uma caverna escura por vários dias, sem saber como fazer para sair dali e salvar-se.  A insegurança, aliada à escassez de recursos alimentícios e à exiguidade do espaço seco em meio à caverna alagada, tudo contribuía para que os meninos estivessem abalados e vulneráveis.
No entanto, o que se viu foi um grupo de crianças calmas, vivendo a dificuldade pela qual passavam com um sorriso nos lábios e muita serenidade. Nenhum chorava ou tinha qualquer reação de angústia e aflição. E assim permaneceram ao longo de toda a operação de resgate com muita expectativas e adiamentos sem fim. 
Qual o segredo dessa paz, desse equilíbrio?  Que espírito adejava por aquela caverna a ponto de conseguir tranquilizar desta maneira doze crianças em perigo? Cremos que a resposta se encontra em algo que acompanha o ser humano desde suas origens e que ao longo da história tomou formas e configurações diversas e fascinantes: a espiritualidade.  Ou seja, a capacidade do ser humano de elevar-se além do sensorial e do racional, e experimentar a transcendência. 
No caso do time dos “Javalis Selvagens” que comoveu o mundo, parece que a fonte imediata daquele enfrentamento admirável de uma situação tão adversa encontra sua raiz na pessoa do treinador Ekapol Chanthawong. Foi ele quem os levou à excursão que acabaria isolando-os dentro da caverna.  Mas foi igualmente ele que os liderou no processo de resistência que lhes permitiu conservar a vida e as energias, de modo que pudessem ser salvos e reconduzidos a suas famílias. 
O treinador,  antes de ocupar-se de times de futebol,  foi monge budista e viveu desde os doze anos em um mosteiro.  Dali saiu para cuidar de sua avó doente. Ali também aprendeu as técnicas e o método da meditação budista durante uma década.  E quando saiu, levou consigo a espiritualidade que havia vivido no mosteiro. O mosteiro ficou gravado em seu interior  e o faz até hoje manter contato com a comunidade que ali reside. Segundo o abade do mosteiro, Chanthawong continua meditando regularmente. 
Parece que,  ao constatar a situação de isolamento em que se encontrava junto com os meninos,  passou a ensinar-lhes a meditar.  O objetivo era mantê-los calmos e preservar suas energias enquanto ali estivessem.  Assim se passaram duas semanas. Cada um fazia uma hora de meditação ao dia, e isso os ajudou a resistir durante todo o tempo em que estiveram na caverna até serem encontrados e resgatados. 
Além de ajudar os meninos dando-lhes o que tem de melhor – sua espiritualidade – o treinador deu-lhes vida concreta retirada de sua própria vida. Jejuou e não se alimentou durante os dias de reclusão, a fim de que sobrasse mais dos poucos alimentos de que dispunha o grupo para os meninos.  E foi o último a ser libertado e ver novamente a luz do sol. Certamente seus longos anos de ascese no mosteiro foram fundamentais nessa atitude e nessa prática. 
Neste momento, o alívio e a alegria de ver a todos os personagens da caverna finalmente sãos e salvos, somos levados a refletir sobre a importância da espiritualidade para nossas vidas. 
A rica, admirável e milenar tradição budista pretende conduzir as pessoas em direção à iluminação e à paz de espírito. Poderia ter sido outra tradição.  O importante neste caso é perceber a grandeza de nossa condição humana.  Tão precária e frágil a ponto de contar com forças limitadas para sobreviver em situações difíceis.  Mas tão incrivelmente bela e elevada de forma a enfrentar grandes dificuldades graças ao espírito que anima uma corporeidade finita e mortal. 
O time dos Javalis Selvagens e seu treinador nos sinalizam algo da maior importância.  É preciso cultivar o espírito, investir na vida espiritual, seja em que tradição religiosa for, ou mesmo fora de qualquer uma.  Certamente faz a vida mais digna desse nome.  E pode ajudar-nos muito quando nos virmos isolados em alguma caverna escura e inundada sem vislumbrar saídas evidentes. 
ATIVIDADE:
1. Pesquisar e dialogar sobre o significado de ESPIRITUALIDADE.
2. Dialogar sobre o que significa cultivar o espírito e investir na vida espiritual.
3. Destacar frases e lições de vida que o texto apresenta.