02 agosto 2016

55. O ANO JUBILAR DA MISERICÓRDIA



1º passo - Dialogar sobre o porquê da proclamação do Ano da Misericórdia.

No Antigo Testamento a cada sete anos era celebrado um ano sabático, no qual as pessoas entre si se perdoavam todas as dívidas. E a cada 50 anos celebrava-se tempo do Jubileu, um tempo de paz e reconciliação, um tempo de festa e de perdão, um tempo de graça divina.

Com apoio na tradição bíblica, a Igreja propõe a cada 50 anos a celebração de um Jubileu. E a cada 25 anos a Igreja celebra o que nomeia de “Ano Santo”. O último jubileu celebrado foi o do ano 2000, convocado por João Paulo II.

O Papa Francisco convocou um jubileu extraordinário na Igreja, chamado Ano da Misericórdia. Escreveu uma carta chamada bula - que tem por nome em latim Misericordiae Vultus – traduzindo significa o Rosto da Misericórdia.

O conceito de um "Deus misericordioso" aparece em várias religiões, incluindo o Cristianismo, o Judaísmo e também no Islamismo. O ato de realizar ações de misericórdia como um componente da crença religiosa também é enfatizado através de ações como a doação de esmolas, o cuidar dos doentes e outras obras de misericórdia.

Misericórdia é um termo amplo que se refere a benevolência, perdão e bondade em uma variedade de contextos éticos, religiosos, sociais e legais. No contexto social e legal, a misericórdia pode se referir tanto ao comportamento compassivo por parte de quem está no poder (por exemplo, a misericórdia mostrada por um juiz no sentido de um presidiário), humanitário ou por parte de um terceiro, por exemplo, uma missão de misericórdia com o objetivo para tratar as vítimas de guerra.

Misericórdia é a junção de duas palavras em latim: miseratio (compaixão) + cordis (coração). Assim, pode-se entender literalmente misericórdia, como "coração compadecido".

Significado de Misericórdia - s.f. Sentimento de pesar ou de caridade despertado pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão. Ação real demonstrada pelo sentimento de misericórdia; perdão concedido unicamente por bondade. Misericórdia divina é atribuição de Deus que o leva a perdoar os pecados e faltas cometidas pelos pecadores.

Sinônimos de Misericórdia: bondade, clemência e indulgência.
Antônimos de Misericórdia: inclemência, inflexibilidade, intolerância e intransigência.

Qual o objetivo da celebração do Jubileu Ano da Misericórdia? Estabelecer um tempo favorável para a Igreja.

Quando é celebrado? O início registra-se em 08/12/2015, fato que nos apresenta a pedagogia divina: perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. Essa data também celebra o cinquentenário de encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II, momento em que a Igreja, nas palavras do Papa João XXIII, “preferiu usar mais o remédio da misericórdia que da severidade”.

A data de celebração do encerramento do ano da misericórdia é na festa de Cristo Rei, (20/11/2016).

Um gesto simbólico marca o início do jubileu em toda a Igreja. No dia 08/12/2015 em uma celebração especial o Papa Francisco realiza a abertura da Porta Santa, na Basílica do Vaticano, em Roma. No domingo seguinte (13/12/2015), o Papa abre a Porta Santa da Catedral de Roma - Basílica de São João de Latrão - e no mesmo dia todos os bispos de todas as dioceses do mundo realizam abertura da Porta Santa em suas Catedrais e Santuários.

É missão da Igreja anunciar com alegria a misericórdia de Deus. No tempo atual, como Igreja comprometida na nova evangelização, o tema da misericórdia precisa ser reproposto com novo entusiasmo e com uma ação pastoral renovada. Chegou de novo, para a Igreja, o tempo de assumir e anunciar com alegria o perdão.

O Lema do ano do Jubileu é: MISERICORDIOSOS COMO O PAI (Cf. Lc 6,36).

2º passo – atividade prática:
1) Ilustrar com recortes de figuras (jornais e revistas) situações que expressam gestos de misericórdia;
2) Incentivar a criatividade dos alunos para que representem num desenho situações expressando a misericórdia entre pessoas;
3) Elaborar frases curtas (slogan) motivando o perdão, a misericórdia.
4) Escrever uma oração agradecendo a Deus pelo perdão.
5) Pesquisar na internet a edição da Bula (carta) do Papa sobre o Ano Jubilar da Misericórdia.

6) Sugere-se trabalhar as seguintes parábolas da Misericórdia: a) a ovelha perdida – Lc 15,1-7; b) a mulher pecadora – Jo 8, 1-11; c) o pai misericordioso – o Filho Pródigo – Lc 15, 11-32.
7) Pesquisar o significado do  logo do Ano da Misericórida - misericordiosos como o Pai.

31 maio 2016

54. A OCASIÃO CERTA

Frei Aldo Colombo



Conhecido pela sua sabedoria, um monge vivia numa cabana na montanha.
Não dispunha de conforto, mas vivia feliz.

Um dia foi visitado por um homem muito rico e que não se sentia realizado.
Admirado diante da pobreza e simplicidade do monge, perguntou-lhe qual o segredo de sua felicidade.
- É que eu entendi o significado das bananas, – explicou o monge. E apontando para a sua tosca mesa mostrou três bananas e cada uma delas comunicava uma lição.
- Uma das bananas, madura demais, estava apodrecida. Essa é a vida que não foi aproveitada no momento certo e agora é tarde demais.
- Outra banana estava verde. Essa é a vida que ainda não aconteceu, é preciso esperar o tempo certo, – disse o monge. Por fim, apontou para uma banana madura, descascou-a e a dividiu com o visitante, dizendo:
- Esse é o momento certo. Saiba vivê-lo sem medo.

Esses três tipos de comportamento acontecem com as pessoas.
Há quem espera sempre para mais tarde, para amanhã. A vida vai passando e, por fim, apodrece. Foi apenas uma promessa que não se realizou.
A banana verde representa quem tem pressa, não sabe esperar, não sabe preparar um Projeto de Vida. Permanece imaturo e azedo.
Por fim, aparece quem sabe esperar o momento certo, e quando esse chega, não vacila.

Um antigo provérbio chinês indica uma estratégia: é preciso esperar com paciência e atacar com rapidez.
O gato pode esperar horas, vigiando o ratinho. Depois, num salto extremamente veloz, ataca com sucesso. Os estrategistas militares também recomendam uma longa preparação. É preciso esperar o momento certo, depois partir para a ação. A mesma atitude é importante para nossas escolhas na vida.

Há um tempo de cuidadosa preparação, que exige, depois, uma definição. Há projetos que sempre se apresentam verdes, há projetos desperdiçados e – felizmente – há projetos executados no tempo certo.

Os romanos antigos, sempre práticos, veneravam uma divindade chamada OCCASIO, isto é, a ocasião, a oportunidade, o tempo certo. Não pode ser antes, nem depois.
Há um momento certo para o músico entrar na orquestra, há um momento certo para o jogador marcar um gol, há um momento certo para plantar e para colher uma seara, há um momento certo para entrar em cena e sair dela.
Como o tempo, a vida situa-se em três momentos: antes, depois e o momento certo. Precipitar-se ou agir tarde demais significa o fracasso.

Trabalhar o tempo é o segredo da sabedoria. Falamos do passado, do futuro e do presente. O tempo de agir é agora. Mas agir não é apenas lançar-se para frente. É, sobretudo, planejar com tranquilidade e perceber a ocasião.
Às vezes é cedo demais, outras vezes é tarde demais. Sabedoria é escolher e perceber o tempo certo.

Mas como conhecer o momento certo?
As coordenadas são muitas, mas devem ser levadas em conta: um planejamento sério, capacidade de silêncio que  faz a pessoa voltar-se para dentro de si, e suficiente oração.

ATIVIDADES:
1) Leitura silenciosa do texto
2) Destacar palavras e frases significativas e comentá-las
3) Dialogar sobre situações e momentos de nossa vida em que esta mensagem pode ser aplicada
4) Pesquisar e dialogar sobre Projeto de Vida

5) Para escutar a locução da mensagem: http://www.vozesdapaz.com.br/mensagens/2013/09/a-ocasiao-certa/

53. APRENDAM DE MIM

Frei Aldo Colombo



Uma família, durante as férias, foi passear e percorrer trilhas de uma floresta.
Avistaram flores lindas, borboletas de todas as cores, ouviram o canto das aves, admiraram árvores gigantescas. Depois de longa caminhada, encontraram uma fonte que brotava da rocha e junto dela escrita a frase “Aprendam de mim!”.

O pai perguntou: - O que podemos aprender com esta fonte?
A mãe respondeu por primeiro: - Esta fonte ensina a persistência. Ela sabe o que quer. Nasce na profundidade da terra, brota da rocha, vai seguindo o seu caminho e um dia chegará ao mar.
A filha apontou para a pureza da fonte e sua gratuidade: - A fonte dá de beber aos visitantes, leva vida às raízes das árvores que produzem flores e frutas. E nada exige por isso.
Para o filho, a fonte servia a todos: - Ela serve indistintamente aos amigos, estranhos, aves, animais, insetos…
Finalmente o pai observou: - Cada um aprende de acordo com sua experiência e seu coração. A fonte é a mesma. Os corações é que são diferentes.

Isso também vale para a vida.
Cada pessoa carrega nos olhos alguns filtros que orientam de acordo com o coração.
A pessoa bondosa descobrirá a bondade em toda parte;
A pessoa invejosa em toda parte verá a inveja.
A pessoa otimista terá mil motivos para se alegrar,
Enquanto a pessimista perceberá apenas falhas, má vontade e erros.
São os filtros que formamos ao longo do tempo, mas que podemos modificar.

Francisco de Assis só tinha olhos para a glória, o amor passageiro e as festas. Depois, com os olhos da fé, começou a perceber a bondade de Deus e das pessoas nas diferentes situações da vida. Por isso queria o bem de todos, mesmo se não fosse correspondido. Percebia o mundo como criatura divina e o universo inteiro um templo sagrado.

A fonte da bondade deve brotar dentro de nós, originando-se daí uma torrente de graças, a semear alegria, partilha, pureza e serviço. Mas se a fonte for contaminada, surgirão desavenças, guerra e desamor.
Para mudar o mundo, precisamos mudar, antes, dentro de nós mesmos.

E você? É pessimista ou otimista?

ATIVIDADES E DUPLAS:
1) uma pessoa ler para outra a mensagem (duas vezes para oportunizar a experiência da leitura e da escuta)
2) Destacar palavras e frases significativas
3) Dialogar (e citar exemplos) sobre o que significa olhar o mundo com os olhos da fé
4) Reescrever com as próprias palavras e ilustrar a mensagem (expor os trabalhos na sala ou em outros ambientes)

5) Para escutar a locução da mensagem: http://www.vozesdapaz.com.br/mensagens/2013/09/aprendam-de-mim/

01 maio 2016

52. O MITO DO CUIDADO


Recordar os mitos com origem na antiguidade, nos ajuda a entender o sentido dos arquétipos da humanidade. São quatro os personagens do mito do CUIDADO: Júpiter, Saturno, Terra e Cuidado. Na mitologia, Júpiter: é o deus-rei de todos os deuses; Saturno: é pai de Júpiter, deus do Tempo, da Abundância e da Igualdade entre os homens; Terra: a deusa-mãe, a mãe de Júpiter e de vários outros deuses, representa as origens, a força de vida original no mundo; e Cuidado: uma entidade comum — não um deus, nem semideus.

Diz a lenda que:

"Um dia, quando CUIDADO pensativamente atravessava um rio, resolveu apanhar um pouco de barro e começar a moldar um ser, que ao final apresentou a forma humana.
Enquanto olhava para sua obra e avaliava o que tinha feito, Júpiter se aproximou. Cuidado pediu então a ele, para dar o espírito da vida para aquele ser, no que Júpiter prontamente atendeu.

Cuidado, com satisfação, quis dar um nome àquele ser, mas Júpiter, orgulhoso, disse que o seu nome é que deveria ser dado a ele. Enquanto Cuidado e Júpiter discutiam, Terra surge e lembra que ela é quem deveria dar um nome àquele ser, já que ele tinha sido feito da matéria de seu próprio corpo — o barro.

Finalmente, para resolver a questão os três disputantes aceitaram Saturno como juiz. SATURNO decidiu, em seu senso de justiça, que JÚPITER, quem deu o espírito ao ser, receberia de volta sua alma depois da morte; TERRA, como havia dado a própria substância para o corpo dele, o receberia de volta quando morresse. Mas, ainda disse Saturno, "já que CUIDADO antecedeu a Júpiter e à Terra e lhe deu a forma humana, que ela lhe dê assistência: que o acompanhe, conserve sua vida e lhe dê o apoio enquanto ele viver.

Quanto ao nome, ele será chamado Homo (o nome em latim para Homem), já que ele foi feito do húmus da terra”.

REICH, W.T. (ed.). "Care". IN: Encyclopedia of Bioethics, 2nd. ed., New York, Simon & Schuster Macmillan, 1995, v. 5


ATIVIDADES:
Dialogar sobre:
1) o significado da palavra “cuidado” e de outras a destacar;
2) as atitudes dos quatro personagens do mito;
3) espaços, situações, momentos, ambientes que necessitam de cuidado;

4) expressões e atitudes de cuidado;
5) Pesquisar textos, frases, letra de músicas e de poesias que expressam a palavra “cuidado”;

6) Criar ilustrações da palavra CUIDADO e expor os trabalhos nos ambientes da escola.