19 agosto 2019

76. EU E OS OUTROS

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Seu NASCIMENTO foi através de Outros;
Seus primeiros BANHOS foram dados por Outros;
Seu NOME foi dado por Outros;
Você foi EDUCADO por Outros;

A sua RENDA, ainda que indiretamente, vem por meio de Outros;
Se você quer se DIVERTIR, ou faz uma viagem, vai a um show, cinema, teatro, restaurante, estádio, são os Outros que te servirão;
Quando você ADOECE é cuidado por Outros;

RESPEITO a si é dado por Outros;
Seu ÚLTIMO BANHO será dado por Outros;
O seu FUNERAL será realizado por Outros;
E os seus PERTENCES e PROPRIEDADES serão herdados por Outros.

Então, por que deixamos o EGO, o TEMPO, a CARREIRA, o DINHEIRO e CRENÇAS nos levarem a menosprezar o valor dos OUTROS?
Está na hora de nos tornarmos mais amorosos, mais humildes e vivermos pacificamente com os OUTROS;
porque nesta vida, precisamos uns dos outros o tempo todo.
Tenhamos gratidão para com o próximo!
Cada um de nós é O OUTRO DO OUTRO.
Lembre-se: em tudo, eu e você precisamos UM DO OUTRO.


ATIVIDADE:
1. Conversar sobre as formas de tratamento percebidas entre as pessoas...
2. Alguém pode dizer o que os outros fazem e com isto  me sinto bem?... O que os outros fazem e isto me incomoda?...

3) Comentar a seguinte frase: "A maioria das pessoas fala e faz coisas sem consciência de como isso pode estar atingindo aos outros. Não por egocentrismo, mas porque vivemos num mundo em que cada um tem que cuidar de si mesmo, nossa sociedade impõe essa forma de sobrevivência". (Léa Waide) - concordo, por que? discordo, por que?

4) Escrever numa folha palavras que refletem harmonia no tratamento entre as pessoas. Em seguida pedir para cada qual mostrar para os colegas o que escreveu.
5) Através de figuras, imagens ou palavras representar o RESPEITO a si mesmo, ao outro e ao ambiente...

6) Dialogar sobre as seguintes palavras: TOLERÂNCIA, DIFERENÇAS, RESPEITO A TODAS AS FORMAS DE VIDA, CUIDADO PARA CONSIGO MESMO, CUIDADO PARA COM O OUTRO, CUIDADO PARA COM O AMBIENTE...
7) Pesquisar e dialogar sobre o significado da palavra CUIDADO...

04 agosto 2019

75. CONVERSA SOBRE VOCAÇÃO - a partir da dinâmica da ovelha e do pastor



Em nossas vidas somos conduzidos e ajudamos a conduzir.
Esta dinâmica visa ajudar a tomar consciência da nossa vocação.
Na dinâmica da vida não existe atitude neutra. As pessoas doam algo de si e recebem algo de outras pessoas. Nós interferimos positiva ou negativamente na vida dos outros.

Primeiro passo:
- Convidar os participantes a formar duplas, ficando um ao lado do outro.
- A dupla define quem deles será a ovelha e quem será o pastor:
- A ovelha fecha os seus olhos e se deixa conduzir pelo pastor.
- O pastor – olhos abertos – toma a ovelha pelas mãos, ombro… e a conduz.

- Enquanto isso, estar atento aos sentimentos que experimenta:
- Como ovelha: enquanto é conduzida – o que sente? (medo, confiança…).
- Como pastor: enquanto conduz - o que sente? (responsabilidade, medo…)

Segundo passo:
- As duplas (pastor e ovelha) vão caminhando por diversos caminhos. Deixar um tempo.
- Depois, o assessor convida a mudar:
- Quem era a ovelha se torna agora pastor;
- Quem era pastor se torna agora ovelha.
- E a dinâmica continua. Deixar um tempo.

Terceiro passo: Partilha
- Dar um sinal de parada e as duplas voltam à sala, partilhando a experiência feita.
- Favorecer um pequeno plenário:
- Como foi a experiência? O que sentiram como ovelha e como pastor?
- Na vida diária, quem nos conduz? Onde devemos nos deixar conduzir mais?
- O que esta dinâmica tem a ver com a nossa vida?
- Dialogar sobre VOCAÇÃO – chamado e resposta...
- Vocação é um projeto pessoal ou um projeto conduzido por alguém?...
- Outras perguntas que possam ser oportunas....


29 junho 2019

74. A VERDADEIRA SABEDORIA


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Certa vez, um jovem fez uma visita a um grande sábio para lhe perguntar como se deveria viver para adquirir a sabedoria.

Ao invés de responder, o velho sábio lhe propôs um desafio:
– Pegue uma colher, encha-a de azeite e ande por cada canto do bairro de sua cidade, mas sem deixar cair nenhuma gota.

E o jovem saiu com a colher na mão, andando cuidadosamente, com toda a sua atenção na colher, segurando-a firmemente. Ao concluir o desafio, ele voltou ao sábio, muito orgulhoso de si e mostrou-lhe a colher. Imediatamente o sábio perguntou:
– Você conseguiu ver as lindas árvores que havia pelo caminho? Sentiu o cheiro das flores do jardim pelas quais passou? Prestou atenção ao canto dos pássaros?
Confuso por não entender o motivo daquelas perguntas, o jovem negou todas elas.

Então o ancião lhe disse:
– Se você viver apenas para concluir os desafios e tarefas da vida, sem desfrutar das coisas boas que este mundo oferece, nunca encontrará sabedoria na vida, nunca será sábio de verdade.
Em seguida, o sábio propôs que o jovem repetisse o desafio, mas, desta vez, contemplando tudo que houvesse pelo caminho. E novamente, o moço vai com a colher na mão, mas desta vez admirando e se maravilhando com as coisas que via. Com isso, acabou se esquecendo da colher e seguia observando as árvores, sentindo o aroma das flores e dando ouvidos ao canto dos pássaros.
Ao retornar na casa do sábio, o mesmo perguntou-lhe se havia visto tudo. Muito empolgado, o jovem diz que sim. Por fim, o velho sábio perguntou ao jovem pela colher e só então ele percebeu que havia derramado todo o azeite pelo caminho.

Olhando sorridente para o jovem, o velho sábio disse:
– A verdadeira sabedoria na vida não pode ser alcançada assim. Você não pode viver apenas para as alegrias do mundo e não cumprir com as suas responsabilidades. Essa não é a forma de ser sábio.

A verdadeira sabedoria só pode ser alcançada quando você conseguir cumprir as suas responsabilidades sem deixar de desfrutar as alegrias da vida.
Esta é a única maneira de conhecer e adquirir a verdadeira sabedoria.

Para dialogar:
1. O que é sabedoria?
2. Destacar palavras e atitudes do sábio...
3. Destacar palavras e atitudes do jovem que procura o sábio...
4. Indicar situações concretas em que se poderia aplicar o fato relatado no texto acima...


09 junho 2019

73. DESCONECTAR PARA CONECTAR: UMA REFLEXÃO



A tecnologia nos trouxe a real possibilidade de experimentar situações que eram consideradas impossíveis ou vistas como meros produtos dos filmes e livros de ficção científica. Quem imaginaria há trinta anos que seria possível conversar com uma pessoa que mora em outro continente por vídeochamada? Ou que poderíamos encontrar qualquer informação rapidamente à distância de um clique? Celulares e tablets com toda a funcionalidade e potência que conhecemos, e que estão se tornando ferramentas básicas e banais, não eram cogitados pela grande parte das pessoas do planeta.

Olhando bem, toda essa (r)evolução tecnológica que testemunhamos aconteceu em menos de um século! Dispositivos cada vez menores e com mais potência são criados, ao passo que um novo mundo, o virtual, começa a tomar conta do nosso cotidiano.
A ironia disso tudo é que é exatamente esse mundo virtual, “irreal”, resultado da soma tecnologia e internet, que consome uma grande fatia das nossas vidas “reais”.

A verdade é que as realidades estão se mesclando e o que antes era (aparentemente) simples e unilateral, ou seja, ter uma vida baseada na presença física das relações humanas, agora caminha para uma vivência complexa, com oportunidades nebulosas.

Não quero dar o alarme do fatalismo, muito menos levantar a bandeira do saudosismo não-tecnológico. Seria até estranho vindo da pessoa que vos fala, uma viciada em internet. No entanto, é necessário refletir como a tecnologia afeta nosso comportamento para que possamos extrair o melhor dela.

Afinal de contas, a ideia inicial era essa, não era?

E vejam bem, como eu mesma me defini, sou aficcionada em internet, anseio por novas funcionalidades tecnológicas, sou assumidamente fascinada pelo turbilhão, sempre enlouquecedor, de informações que aparecem em milésimos de segundos nesse espaço infindável em sua capacidade de criar e armazenar conteúdos. Observo, gradativamente, mais pessoas entrando nessa mesma vibe, conectadas full time, sedentas por novidades, curiosas por um mundo que conhecemos tão pouco e que nos encanta tanto.

Mas até quando vamos aguentar tanta pressão? Será que não estamos indo com muita sede ao pote?
Como toda vida dupla, estar se doando em duas esferas cansa. Fatiga e sufoca a mente.
A avalanche de notícias e novidades está ajudando a criar indivíduos ansiosos e compulsivos.
Não nos permitimos sentir tédio. A necessidade de absorver informações, produzir conteúdos, faz com que nos sintamos culpados e ansiosos quando não estamos fazendo nada.

Ganhamos em conteúdo e informação generalizada, mas perdemos em foco e concentração em um assunto específico. Segundo Esteban Clua, professor do Instituto de Computação da UFF e gerente do Media Lab, laboratório da universidade para desenvolvimento de mídias digitais, a Geração Y, conectada full time, tem grande dificuldade em ler um texto longo porque estão acostumadas com os 140 caracteres do Twitter.

É claro que não há necessidade para extremismos. O caminho do meio pode ser uma boa maneira de equilibrar mundo real e virtual. Aliás, essa dica funciona para todos os aspectos de nossas vidas.

Portanto, desligar a televisão, o celular, ficar offline, ter um tempo para fazer nada, além de ajudar a nossa saúde mental, nos auxilia a olhar para nós também. O momento do ócio é uma boa ferramenta de auto-conhecimento.

Precisamos desconectar para interagirmos com quem está do nosso lado, parar criarmos laços com quem está presente.

Cabe a nós sabermos administrar tais ferramentas. Ansiedade e compulsão sempre estiveram aí, são parte do nosso sistema emocional quando algo está em desequilíbrio. A questão não são os sintomas, eles apenas nos avisam de que algo está fora do lugar.

Desligar é bom e eu sempre me lembro disso quando estou em ambientes em que a tecnologia não chega.

Vamos sim, ser conectados. Mas que busquemos saber o momento de desconectar. Sem culpas ou angústias. Equilibrar as realidades pode ser uma boa maneira de lidar com o paradigma dos tempos modernos.

Ficar offline (também) é preciso.

ATIVIDADE:
1) Indicar situações em que as tecnologias nos ajudam...
2) Indicar situações em que é preciso desconectar...
3) Escrever um texto destacando a necessidade de conectar...
4) Escrever um texto destacando a necessidade de desconectar...



28 abril 2019

72. OS DENTES DO SULTÃO



 Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio. -Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!
- Mas que insolente! - gritou o sultão. Como se atreve a dizer tal coisa?!
O sultão chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.

Ordenou, em seguida, que chamassem outro sábio, para interpretar o mesmo sonho.
O outro sábio disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!!!
O sonho indica que irá viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do sultão iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.

Quando este saía do palácio, um cortesão perguntou:
- Como é possível?
A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega e, no entanto, ele levou chicotadas e você moedas de ouro!
- Lembre-se sempre, amigo - respondeu o sábio - que tudo depende da maneira de dizer as coisas. E esse é um dos grandes desafios da humanidade! É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra.

A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença.

A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa: se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta.

Mas se a envolvemos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

ATIVIDADE:
1) Dialogar sobre a arte de comunicar e de comunicar-se com as pessoas.

2) Criar uma ilustração (imagens ou dramatização) sobre este conto árabe.
3) Dialogar sobre situações em que as pessoas aceitam ou rejeitam quando nossa intenção é de oferecer-lhe uma ajuda.

4) Reescrever este conto árabe a partir do que foi dialogado acima, no item 3.
5) A partir deste conto criar outras possibilidades de atividade.

14 janeiro 2019

71. CAMPANHA DA FRATERNIDADE


1) OBJETIVOS
a) Despertar a solidariedade nos cristãos e na sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução à luz do Evangelho.
b) Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho.
A cada ano é escolhido um TEMA, que define a realidade concreta a ser transformada, e um LEMA, que explicita em que direção se busca esta transformação.

2) CAMPANHA DA FRATERNIDADE 209
TEMA: Fraternidade e Políticas Públicas
LEMA: Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).

3) O QUE SÃO POLÍTICAS PÚBLICAS?
São AÇÕES e PROGRAMAS que são desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis” (n 14 Texto Base)
Uma intervenção em vista da solução de problemas que afligem determinada parcela da sociedade.

EXEMPLOS
Combate a fome - Merenda Escolar (PNAE)
Incentivo à agricultura familiar e urbana - Hortas comunitárias
Tratamento e reaproveitamento de resíduos sólidos - Reciclagem e eliminação de aterros
Combate a seca - Cisternas que recolhem água da chuva
Combate a violência contra a mulher - Lei Maria da Penha

DESAFIO
a) encantar a população frente a um tema tão importante.
b) “há necessidade de romper o preconceito comum de que a política é coisa suja, e conscientizar as pessoas de que ela é essencial para a transformação da sociedade” (CNBB).

4) OBJETIVO GERAL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019
Estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade.

Objetivos Específicos:
a) Conhecer as Políticas Públicas, como são formuladas, aplicadas e estabelecidas pelo Estado brasileiro.
b) Exigir ética na formulação e na concretização de Políticas Públicas.
c) Despertar a consciência e incentivar a participação de todo cidadão na construção de Políticas Públicas em âmbito nacional, estadual e municipal.
d) Propor Políticas Públicas que assegurem os direitos sociais aos mais frágeis e vulneráveis.
e) Trabalhar para que as Políticas Públicas eficazes de governo se consolidem como Políticas de Estado.
f) Promover a formação Política dos membros de nossa Igreja, especialmente dos jovens, em vista do exercício da cidadania.
g) Suscitar cristãos comprometidos na política como testemunho concreto da fé.

ATIVIDADES SUGERIDAS
1) Relacionar as Políticas Públicas desenvolvidas na sua cidade e região e destacar a atuação de cada uma delas.
2) Pesquisar o significado de Direito, de Justiça e de Ética ao longo da história.
3) Pesquisar o significado de Política e de Cidadania ao longo da história.

4) Desenvolver as atividades sugeridas pela ANEC em http://anec.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Material-CF-2019-02.pdf 

5) Tendo acesso ao Texto Base da Campanha da Fraternidade 2019, destacar itens do VER, do JULGAR e do AGIR.
6) Desenvolver ações concretas na Escola e na comunidade onde reside, referentes a temática da Campanha da Fraternidade.
7) Destacar Políticas Públicas que podem ser desenvolvidas na sua Escola e Comunidade. Como concretizá-las.